segunda-feira, 7 de junho de 2010
A busca do novo Mourinho...
Estamos a dias de começar o Mundial de futebol, o primeiro disputado em solo africano, onde a selecção nacional participa e tem legitimas aspirações de ter bom desempenho.
À poucos dias atrás, mais concretamente, dia 31 de Maio do corrente ano, José Mourinho, actual campeão europeu em título, venceu a Champions League ao serviço do Inter de Milão frente ao Bayern de Munique do seu “mestre” Van Gaal em pleno Barnabéu, foi apresentado como treinador do clube com maior história do mundo, o Real Madrid.
Estes são os temas do contexto, ou seja, da actualidade, apesar de estes serem os grandes temas no panorama futebolístico português continuamos com a obsessão de responder a pergunta: Quem será o novo Mourinho?
A cada época melhor conseguida por um técnico jovem, com um discurso diferente e irreverente e com uma imagem cuidada, temos um novo candidato.
Várias hipóteses se perfilam sendo o mais forte candidato, o seu antigo colaborador André Villas-boas, diz a imprensa.
A resposta a esta pergunta é simples, na minha opinião, Mourinho é único, já tem um lugar na história do futebol mundial e não terá uma nova “versão”.
Os treinadores portugueses são cultos e terão sucesso, será o mesmo que Mourinho teve/tem?
Só saberemos com o decorrer do tempo, acredito que é possível, a história mostra que ciclicamente “o génio” sai da lâmpada e faz magia.
Não percamos tempo com discussões inúteis para a nossa evolução e sejamos nós próprios a trilhar o nosso caminho.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Algo está a mudar?
Será que este apuramento foi obra do acaso? Temos uma geração de 1993 cheia de talento? Ou teremos aqui o fruto do trabalho de reestruturação das selecções nacionais? Se sim, este trabalho é do suspeito de à 20 anos, leia-se Carlos Queiroz?
Nesta fase, é legítima a existência de várias leituras.
Considero de grande importância para o futebol português o regresso dos escalões mais jovens aos grandes palcos internacionais.
Desejo que esta qualificação seja repetida pelos diferentes escalões, nos próximos anos, permitindo aos nossos atletas terem experiências únicas em tão tenra idade e fundamentalmente que este trabalho seja aproveitado pela Selecção Nacional A, nos anos vindouros.
Que esta qualificação seja o inicio de um novo paradigma!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A defesa do espectáculo
A cultura inglesa é esta, clubite de lado e a paixão pelo jogo, futebol, acima de tudo!
http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=195290
É esta cultura agonística que faz com que a liga inglesa seja a mais apaixonante do mundo!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Wolverhampton multado...
Pois bem, observe o leitor o porquê da multa.
http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=194104
Esta situação pode ser analisada de três prismas: do clube “Wolves”, dos adversários directos, da competição.
Na perspectiva do clube Wolverhampton, o seu técnico abordou o calendário com pragmatismo identificou onde existiam maiores probabilidades de sucesso, poupou, no seu entender, os melhores jogadores para atingir esse objectivo e cumpriu as expectativas...Perdendo com o candidato ao título Manchester United e vencendo o Bolton seu directo adversário na luta pela permanência.
Na perspectiva dos adversários directos, Manchester United e Bolton, podemos considerar que o primeiro saiu beneficiado pelo facto de teoricamente ter um oponente mais fraco e o segundo prejudicado pela existência de um oponente mais forte.
Na perspectiva da competição, indirectamente, os concorrentes directos do M. Utd. saíram também prejudicados pela, teoricamente, menor resistência imposta pelo “Wolves” sendo que os adversários directos poderão queixar-se de algum prejuízo da soma de pontos desta equipa contudo neste caso será menos evidente visto implicar a derrota de outra equipa concorrente directa.
A organização da competição enquanto guardiã dos valores da competição, enquanto garantia da execução dos regulamentos e enquanto promotora do espectáculo deliberou que a atitude do clube em causa não cumpriu os regulamentos vigentes, não contribuiu para o espectáculo e não dignificou a nobreza agonística defendia pela mesma.
“A Federação considerou agora que o clube não cumpriu dois artigos dos regulamentos, ao não apresentar a melhor equipa possível e ao não respeitar as suas obrigações em relação aos outros clubes e aos organizadores da Premier League.”
O princípio que tem por base este regulamento é nobre contudo juridicamente dúbio, diria eu.
Será que a Federação está melhor preparada que o treinador da própria equipa para definir qual será a melhor equipa possível para apresentar?
Qual é o critério utilizado para detectar que não foi utilizada a melhor equipa?
E se o “Wolves” tivesse arrancado pontos ao United? A decisão seria a mesma?
Quando os clubes que disputam várias competições nacionais e internacionais em simultâneo promovem a rotatividade dos seus planteis também estão a incumprir os regulamentos?
Enquanto treinador, fico reticente relativamente ao facto de um elemento exterior, seja ele qual for, interferir nas “minhas” opções e punir-me pela gestão que entendo ser correcta do grupo de trabalho tendo enquanto os “meus” meios e os objectivos que proponho obter com estes.
Enquanto adepto, fico radiante pela exigência de qualidade e pelo “esforço” da organização da Premier League em tentar melhorar o espectáculo e fazer de cada jogo um evento marcante para todos.
Talvez seja esta cultura que faz a Premier League ser a liga europeia mais vista no mundo.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A nobreza agonística...
O adversário deste fim-de-semana tinha apenas disponíveis 7 jogadores, por diferentes motivos, para o encontro do campeonato.
Os seus responsáveis optaram por entrar em campo e honrar a competição.
Quando o mais fácil seria não entrar em campo ou após a entrada simular uma lesão obrigando a equipa de arbitragem a terminar o encontro por falta de jogadores, a decisão foi jogar, dar o máximo e terminar o jogo evitando processos burocráticos na resolução de um jogo que tinha o destino traçado e acima de tudo honrando os miúdos que acordaram cedo para fazer o que mais gostam, os clubes que estão representados e a competição.
Agôn, como diriam os gregos, significa luta/competição foi algo que o clube que defrontei soube valorizar e acreditar até ao fim.
A atitude revela carácter, personalidade, honestidade e princípios competitivos apreciáveis que devem ser seguidos por todos.
Na competição encontramos oponentes mais fortes, outros menos fortes contudo todos devem ser respeitados e valorizados.
Não se encontrarão os mais fortes senão existirem os menos fortes, assim é a competição que só é possível com todos e deve ser dirigida para todos.
Parabéns aos meus que souberam respeitar o adversário, jogando sempre de forma séria e competitiva durante todo o encontro.
Aos responsáveis e atletas do clube que defrontei a minha vénia à forma como lidaram com a situação e deram uma lição a todos do espírito agonístico que deve presidir à participação de qualquer equipa numa competição.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Alongar antes ou depois?
http://universidadedofutebol.com.br/2009/12/1,4425,VOCE+DEVERIA+ALONGAR+ANTES+DO+EXERCICIO.aspx?p=3&utm_source=EasyMailing&utm_medium=e-mail&utm_term=Nutricaonapre-temporada&utm_content=Nutricaonapre-temporada&utm_campaign=Padr%E3o
A medida que lia o artigo a minha mente confrontava a informação recebida com as experiências passadas...
Um debate interno que aqui reproduzo.
Já tinha ouvido falar das duas teorias apresentadas no artigo, aliás, já utilizei as duas e não identifiquei grande diferença aos níveis do rendimento em treino ou jogo, ao nível da prevenção de lesões apenas ao nível da aceitação dos atletas.
A mais utilizada, acredito, é o alongar após o aquecimento até aqui presumi ser esse o motivo que levava os atletas a ter uma aceitação imediata, ou seja, a solicitação não rompe com as “crenças” em vigor.
A utilização do alongamento “pré” exercício físico, como qualquer mudança, levou o seu tempo a ser aceite e entendido por todos, algo que considerei normal...
Este artigo faz questionar-me, se não existindo, como o mesmo refere, um dado cientifico concreto para a utilização de um e de outro método o que levará o treinador a decidir pela sua utilização?
No inicio desta época, foi um debate que quis ter com o departamento médico do clube onde trabalho e no qual chegamos a conclusão que deveríamos optar por alongar após o aquecimento.
A principal razão da escolha foi considerarmos que alongar os músculos quando os mesmos ainda estão frios aumenta a probabilidade de lesão, opção que pode estar correcta ou não devido à ausência de dados cientificos fazendo a decisão depender das crenças de cada um...
A importância dos alongamentos no treino tem vindo a aumentar, não só pelo trabalho de flexibilidade que os mesmos permitem mas essencialmente pela importância na prevenção de lesões dos atletas que a cada época que passa realizam maior número de jogos e com maior intensidade.
Na opinião do leitor, qual será a melhor opção? E será essa, baseada em que pressupostos?
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Gestão do grupo
Uma das frases que sistematicamente utilizo nos meus grupos é: “Tratarei todos de forma justa, o que não significa que tratarei todas da mesma maneira!”
O princípio da individualidade – todos somos diferentes, todos temos necessidades diferentes.
A valorização do sacrifício, do empenho e do mérito tem de ser recompensado, será que o modelo tradicional o valoriza?
Com a utilização desse modelo a valorização do desempenho não existe senão vejamos um exemplo quando um gestor distribui trabalho pelos colaboradores, usualmente, existe sempre um que termina primeiro, o prémio dele é ser-lhe atribuído mais trabalho e ter de cumprir o horário até ao fim, ao passo que os colegas apenas fazem um trabalho e saem a mesma hora, eficiência foi valorizada? Não me parece...
Sendo o anterior exemplo simples e redutor, é apenas isso uma hipótese de demonstrar a não valorização do essencial: A eficiência!
Acreditando na valorização do mérito do trabalho, tento premiar o esforço e a competência tal opção obriga a tomar decisões impopulares pois rompem com paradigmas existentes mas afinal não foi assim que o ser humano, historicamente, evoluiu?
Sem medo da diferença!
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O futuro da nossa selecção
Na próxima 4ºfeira, pode ficar selada a não presença da nossa selecção no maior evento do futebol mundial que ocorrerá em 2010.
Os mais apressados já pedem a cabeça do seleccionador Carlos Queiroz, caso não ganhemos na Hungria, a pressão para que este rescinda o contrato que o liga à federação até 2012 será ainda maior.
Demitir Queiroz, quanto a mim, é a decisão mais fácil e a menos apropriada no actual panorama do nosso futebol.
Desejo que Portugal se qualifique para o Mundial 2010!
Se assim for, Queiroz terá paz nos próximos meses até chegar ao Mundial...
Caso esse desejo não se concretize, lanço um desafio a quem manda no futebol português: renovem com Queiroz, atribuam-lhe mais poder nas estruturas organizativas no nosso futebol desde as camadas jovens até às divisões secundárias de seniores que estão a cargo da fpf mas que são todos os anos esquecidas e fiscalizem o trabalho dele ao longo do tempo...
Exijam o máximo de Queiroz mas dêem-lhe todas as condições para ele nos dar sucesso reconstruindo este nosso futebol!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Ciclo Vicioso
Pelo sorteio hoje da UEFA, percebemos que a probabilidade é enorme de ficarmos reduzidos aos três “Grandes” .
Depois das eliminações do SC Braga e Paços Ferreira, pelos modestos adversários Elfsborg (Suécia) e Bnei Yehuda (Israel), respectivamente sobram para pontuar os grandes e o Nacional da Madeira.
O sorteio dos Play-off de acesso às provas europeias, hoje, ditou que o Nacional irá encontrar o Zenit (equipa de Danny e Fernando Meira) vencedor da taça uefa e supertaça europeia em 2008.
O SL Benfica irá disputar a chegada à fase de grupos da prova com o Vorskla Poltava (vencedor da Taça da Ucrânia na época transacta)
Na Champions, o Porto está confirmado na fase de grupos, o Sporting calhou em sorte (ou azar) a Fiorentina (Itália).
Não será difícil adivinhar que no final dos Play-off teremos: o Porto na Liga dos Campeões e o Sporting e Benfica na Liga Europa.
Espero estar errado e podermos contar com 2 equipas na Champions e 2 na UEFA.
O cenário mais provável contudo é o primeiro, o que retrata o panorama do futebol português...Um Porto sólido, um Benfica sempre em construção e um Sporting como eterna esperança.
É assim na Europa e nas competições domésticas, o Porto parte em vantagem, a pré-época mostramo-nos um Benfica diferente para melhor e um Sporting longe de ser certeza.
Quanto aos restantes clubes, todos lutam para não descer e depois todos lutam para participar nas competições europeias da época seguinte...
“Os restantes clubes” este é o problema do futebol português...
Nós precisamos de ter mais equipas competitivas, de clubes que queiram lutar de igual para igual com os grandes, que executem um trabalho sólido e não o abandonem, que tenham um projecto nacional e europeu...
Que acreditem em si, para isso devemos fomentar a diversificação e as regras precisam de deixar de “favorecer” constantemente os grandes...
Limitar número de profissionais por equipa, limitar número de empréstimos, fomentar a aposta nos jovens da formação, entre outros coisas...
Se querermos ter sucesso fora de portas temos nos organizar e melhorar a qualidade do nosso futebol, temos todos a ganhar!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
O panorama televisivo vai mudar?
Segundo o Sr. Moratti (presidente do Inter de Milão) parece que já está...
O mercado não pára...e de repente...puff...
Os quatro mágicos juntos no mesmo campeonato...
Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Káká e Zlatan Ibrahimovic!
Por outras palavras, CR agora 9 e Káká juntos em Madrid e Messi e Ibrahimovic juntos em Barcelona.
Florentino Pérez defende a mudança de horário dos jogos para o aumento das receitas, aproveitam o fuso horário e ganhando espectadores no outro lado do mundo...
Para nós é indiferente, a diferença é de uma hora e, seja a que horas for, não iremos perder tanta qualidade e magia a desfilar pelos relvados espanhóis.
A Premier League que se cuide, La Liga este ano está fortíssima e será uma concorrente de peso...para já a pole position é inglesa mas se a mudança de horários for em frente, o que acontecerá?
Quem irá ter mais telespectadores?
terça-feira, 2 de junho de 2009
Defeso - Tempo de Indefinição
O defeso é portanto um tempo de indefinição que todos os agentes do futebol passam e no qual se tomam decisões que marcam o futuro de todos.
Neste tempo os agentes com mais trabalho são os empresários e dirigentes passando para segundo plano os agentes que fazem o espectáculo os treinadores e principalmente os jogadores.
Esta é a conclusão que chegamos com as informações diárias da comunicação social contudo não será apenas no futebol profissional que tal acontece.
Em menor escala este fenómeno acontece em todos os futebóis desde o jovem ao amador sénior.
Podemos ver em diferentes vertentes o mercado a mexer...os clubes com menos recursos abrem as portas aos agentes desportivos para se manterem vivos, os clubes com mais recursos "pescam" ao longo deste tempo os agentes mais competentes para colaborar com eles.
Seria um post muito longo se entrássemos pelos critérios de competência escolhidos pelos clubes não sendo esse o objectivo.
O mercado está a fervilhar e as decisões devem ser tomadas, sabemos que por tradição cultural normalmente deixamos tudo para a última mas temos provas que quem trabalha por antecipação normalmente colhe os frutos num futuro próximo.
Para insatisfação do mercado, normalmente, o sucesso requer persistência e continuidade...
Aguardemos pelo que o mercado nos reserva!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Jogos Treino?!
Pessoalmente, acredito que quantos mais minutos de jogo os miúdos tiverem mais evoluem e melhor conseguem ultrapassar as dificuldades que vão encontrando, aumentando assim a capacidade de decisão perante diferentes cenários.
Daí a nossa opção de ter participado num torneio durante o fim-de-semana e ter realizado um jogo treino na 4ºfeira.
Tivemos também a preocupação de esses dois momentos serem de graus de dificuldade diferentes ajustando os momentos as necessidades individuais de todos os elementos do plantel.
Alguns colegas optaram por não realizar qualquer actividade, dando férias ou treinando, não por falta de “parceiros” para treino mas sim por opção própria, por acreditarem que os jogos treino dão sempre confusão e são um perigo para os miúdos (lesões).
Sabendo que não existem formulas mágicas e que cada caso é um caso, gostava que partilhassem qual foi a decisão tomada por vocês nas vossas equipas e qual o motivo.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
CR7, o melhor do Mundo de 2008!
Todos os portugueses estão orgulhosos, certamente nos próximos dias os portugueses por esse mundo fora terão mais orgulho em dizer: sou Português! Futebol? Sim, temos o melhor jogador do mundo.
Esta notícia é uma gota no oceano de notícias que todos os dias invadem as nossas casas sobre crise, maldade, violência, enfim...
Este post não serve de demonstração de patriotismo, isso é algo que temos de provar dia-a-dia, o objectivo deste post é realçar mais um feito histórico que o futebol conseguiu para Portugal!
Amado por uns, odiado por outros são poucos os ramos de actividade que elevam o nome de Portugal tão alto.
Temos os melhores jogador e treinador do mundo, somos os MELHORES, porquê?
Porque temos qualidade, porque trabalhamos para lá chegar, porque agarramos as oportunidades e porque a sorte nos protegeu.
Acreditem nós temos recursos, temos e devemos dar-lhes oportunidades para eles brilharem, apostar na formação é fundamental...em todas as actividades mas no que a minha diz respeito lanço o repto:
Srs. Dirigentes,
Acreditem no futebol, acreditem na “mão-de-obra” portuguesa, criem condições, dêem oportunidades e certamente terão retorno...
Imaginem como se devem sentir hoje, todos os treinadores do Cristiano Ronaldo, de certeza que hoje tiveram a sua “renovação de votos” para com o futebol, depois do treino chegaram a casa e disseram às esposas, lembraste daquele miúdo que te falava que tinha futuro?! Também lhe ensinei alguma coisa...:)
Parabéns a todos!
Vamos continuar a “fabricar” estas relíquias...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Futebol como meio de veículo social
Poucos têm a imagem do futebol não profissional, aquele que é o suporte para o futebol que todos conhecem, onde a maioria das pessoas participa e o “ordenado” é uma sandes e um sumo depois do jogo.
Neste futebol incluo o futebol jovem, onde a grande maioria das pessoas paga para participar.
Uma coisa é certa, a todos estes se fizermos a pergunta: “Porque estás futebol?”, respondem da mesma maneira:”Porque gosto!”
Mesmo os profissionais só assim se explica alguns jogadores aceitarem baixar os ordenados e mudarem-se para clubes mais modestos para jogarem mais tempo.
Em torno do futebol muita gente vive, desde das escolas de futebol aos alugueres de campos para o cidadão comum matar o “bichinho”.
Poderemos nós usar o fenómeno futebol para apelarmos à inclusão social?
Há dias estive com a conversa com uma defensora do desporto como veiculo inclusão social, já participou em vários projectos relacionados com o tema e tenta desenvolver no seu “meio” este conceito contudo considera que isso não é suficiente e está disponível para ajudar este conceito a expandir-se noutros meios.
Fiquei fascinado com a força desta pessoa e com a vontade de usar o desporto para “fazer o bem”.
Conversando com os meus botões percebi que este conceito faz todo o sentido, que pode trazer alegria a muita gente contudo apenas é exequível com a ajuda de outros; ninguém consegue organizar eventos onde possam ir pessoas de diferentes “classes sociais” e escalões etários sozinho.
Dentro da minha disponibilidade irei ajudar pessoas como esta senhora que conheci a desenvolver estes projectos.
O Futebol deve contribuir para um mundo melhor!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Os criticos
Perdemos 2 jogos em casa e parece que o mundo vai acabar para algumas pessoas.
Criticas e mais críticas, de repente tudo está colocado em causa!
O trabalho está a ser mal feito? As pessoas que eram competentes à um mês deixaram de o ser?
Enfim, as respostas para isto são evidentes para quem quiser ser coerente e conhecer alguma coisa de construção de grupos (equipas) de trabalho.
A equipa evolui desde o 1ºdia, os miúdos aprenderam muito sobre um desporto que amam mas que ainda sabem pouco.
Sei que cheguei a um nível competitivo que fazer bem não é suficiente é preciso fazer bem e ganhar!
Mas a nossa não é a única equipa que persegue a vitória existe a cada domingo outra equipa que também a tenta alcançar.
Quando não concretizamos o nosso objectivo, todos ficamos tristes, mas temos é de ter a capacidade de perceber quais os erros que cometemos e corrigi-los.
O erro é o princípio da aprendizagem!
Mudança de hábitos e mentalidade não ocorre de um dia para o outro, sei porque motivo foi escolhido para este projecto e acredito em tudo o que até agora foi feito.
Podemos fazer mais e melhor? Claro, que sim. Podemos não, devemos!
Continuo a acreditar que jogando bem estamos mais próximos de ganhar os jogos ao domingo.
Os que agora nos criticam serão os mesmos que irão elogiar-nos quando ganharmos, mesmo que joguemos feio.
Agradeço a todos os críticos porque sem vocês a modalidade que amo não era a mais popular do mundo!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Equipa técnica
É muito mais fácil obter sucesso trabalhando em equipa. Não podemos pensar assim relativamente aos atletas e ver a equipa técnica de maneira diferente.
As funções de cada elemento da equipa técnica tem de ser definida pelo líder e devem corresponder às expectativas de cada um, transmitir confiança e responsabilidade.
O líder deve confiar em todos de igual maneira e não ter resistência em delegar funções.
Não existem pessoas insubstituíveis, dentro ou fora do campo, pelo que o líder deve preparar a equipa técnica para dar continuidade ao planeado quando não está presente.
Pessoalmente, as características que procuro nas pessoas que comigo trabalham são: vontade de aprender, capacidade de trabalho e ambição.
Em equipa vamos fazer um bom trabalho!
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Das palavras para os actos
Uma das frases que mais tenho ouvido nas reuniões que participo e em algumas conversas informais com dirigentes desportivos é: “ Os melhores treinadores devem estar na formação”
De imediato perguntou as pessoas com quem converso: “ Então porque é que os mais bem pagos são os treinadores de seniores? “
A resposta é sempre a mesma: pois…
A grande maioria das pessoas que andam no futebol já percebeu que o futuro está na formação.
No caso do futebol português, a importância do futebol de formação é ainda maior devido ao fraco poder de compra dos clubes.
A questão financeira não é a única que pesa na decisão de um treinador estar nas camadas jovens ou a treinar seniores, outros factores como o interesse pessoal, qual a perspectiva de carreira que pretende, entre outros.
Existem treinadores competentes que deixam de o ser porque outra actividade em que são “só” razoáveis” paga melhor e não é compatível com o futebol.
Não podemos ter medo de apostar na formação, apostar na formação implica gastos e não ter retorno imediato, mas se queremos os melhores treinadores na formação é preciso melhor as condições de trabalho tanto financeiras como logísticas e esperar pelos resultados.
Outro dos erros existentes na formação é a avaliação dos treinadores. Na grande maioria dos clubes os treinadores de formação são avaliados de igual maneira que os treinadores de seniores, ou seja, através do resultados.
Vamos apostar forte na formação do nosso futebol!
Quando digo formação não me refiro apenas aos jogadores, refiro-me aos treinadores e dirigentes.
Melhores dirigentes escolhem melhores treinadores, melhores treinadores formam melhores jogadores, melhores jogadores dão melhores espectáculos, melhores espectáculos levam mais pessoas aos estádios, etc…
Cabe-nos contribuir para a melhoria deste ciclo.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
O dedo na ferida
Principais associações de futebol dizem-se descontentes com a actual metodologia Reclamam definições federativas quanto ao modelo de jogo de Portugal Querem travar estagnação e disponibilizam-se a maior interacção
Servir a Selecção principal é o objectivo dos escalões de formação, área que muitos dizem ter estagnado em Portugal. As associações querem ver definidas as necessidades e prioridades das quinas para saberem o que recrutar. Faltam linhas orientadoras para que o futebol jovem deixe de andar à deriva. Há, pois, que investir nos jovens talentos e potenciar as mais-valias dos jogadores em prol do enriquecimento das selecções. Se precisam de extremos há que trabalhá-los, se faltam guarda-redes, há que encontrá-los, se precisam de pontas-de-lança escolham-se os que reúnem características inerentes à posição. Mas para que isto seja realidade, para que a oferta seja potenciada, há que, primeiro, definir o modelo de jogo de Portugal para que as associações regionais saibam como devem trabalhar.
Ouvidos alguns dos agentes da formação, fica a ideia de que é preciso definir estratégias e sentarem-se mais vezes à mesa. Na opinião dos coordenadores das principais associações de futebol (Porto, Braga e Lisboa, de acordo com o ranking nacional, e Madeira, única com centro de formação próprio), fica a ideia de que é preciso maior sintonia.
Sérgio Ribeiro, coordenador da AF Porto há apenas um ano, esteve, recentemente, no seu primeiro torneio Lopes da Silva, em sub-14, prova promovida pela FPF, onde muitos são os olhos atentos aos jovens que sonham chegar ao topo.
«Não sei como tem sido nos anos anteriores mas, pelo que tenho ouvido, o nível de jogo não tem correspondido. Há pouca evolução. O que estou a tentar fazer na AF Porto é uma reaproximação aos clubes. Tentar junto dos seus coordenadores transmitir o modelo de jogo por nós escolhido, debater as minhas ideias de modo a que a formação seja uniforme,quer a nível técnico, quer a nível social», explica, defensor de que este deveria ser também o método de trabalho da FPF em relação às associações.
Definam-se políticasMais articulação com a FPF, maior reconhecimento do trabalho desenvolvido localmente. O desejo é de Fernando Louro, coordenador da AF Braga há quatro anos.
Apesar da excelente ligação entre os vários organismos, a verdade é que, diz, não existe o fio condutor que una a prospecção em nome de um futebol uniforme.
Já Rui Mâncio, coordenador das selecções da Madeira, é, nesta matéria, voz muito crítica.
«Primeiro: a FPF nunca encarou como factor de desenvolvimento a formação de treinadores. Não há manuais, cursos ou corpo de prelectores. Esta questão sempre foi o parente pobre. Segundo: não transmite às associações a concepção de jogo, um sistema definido. O professor Carlos Queirós, no seu tempo, foi a todas as associações pregar a sua filosofia de enquadramento de treino desportivo. Sabia-se o que era pretendido», elogia o madeirense.
«Veja-se o Lopes da Silva. Passados três anos ainda não se sabe o perfil morfológico e antropométrico dos jogadores passíveis de chegarem à alta competição. Há que definir o perfil e o sistema de jogo. Mas, se não houver doutrinação e debate, não será possível nova filosofia de trabalho», adverte.
Lisboa desalinha Ricardo Carmesim, coordenador técnico da AF Lisboa, considera-se um privilegiado. Benfica e Sporting fornecem jogadores de qualidade e o seu investimento na formação é inequívoco.
A oferta de jogadores, em todas as posições, é mais que muita e os clubes são habituais parceiros de todos os escalões.
«Os dois principais clubes continuam a desempenhar bem as funções de prospecção a nível nacional. Em Lisboa, temos a sorte de trabalhar com os melhores de cá e com os demais atletas do resto do País que ingressam nos grandes clubes. Somos privilegiados. A comunicação com a FPF acontece e temos liberdade de escolher o sistema em que queremos jogar», afirma Ricardo Carmesim.
In Sintrasport
As conclusões que retiro desta notícia são que precisamos de referências para mudar e que não podemos cair no erro de cruzar os braços só porque alguém faz o trabalho por nós.
Precisamos de uma lufada de ar fresco e de ideias novas, a maioria é unânime, é necessário o regresso de Queiroz para um projecto inacabado e estruturante.
Taça Primavera
por Paulo Veríssimo no Jornal "A Bola"
Sporting, Belenenses e E. Amadora estão confirmados Benfica responde em breve Modelo é idêntico ao da Liga Intercalar.
A Taça Primavera deve arrancar em Novembro, segundo o presidente da AF Lisboa, Carlos Ribeiro. Sporting, Belenenses e E. Amadora (todos da Liga) já confirmaram a presença, faltando apenas uma resposta afirmativa do Benfica. Serão dez os clubes participantes: cinco da Liga — V. Setúbal vai ser convidado —, um da Honra (Estoril) e quatro da II Divisão (os melhores classificados em 2007/08) — provavelmente O. Moscavide, Atlético, Mafra e Carregado, estando também na lista Real, Torreense, Odivelas e Oriental, no caso de sadinos e estorilistas rejeitarem o convite.
O modelo competitivo é, em quase tudo, idêntico ao da Liga Intercalar, organizada pela AF Porto em 2007/08, que teve como vencedor o Varzim. Serão realizados dois campeonatos — a uma volta, com nove jornadas cada —, dos quais os dois primeiros classificados serão apurados para as meias-finais da prova. Todos os jogos serão realizados à quarta-feira. O que distingue a competição de Lisboa da do Porto é a utilização de apenas cinco jogadores com idade superior a 23 anos.
A AF Lisboa está em negociações com estações televisivas para garantir a transmissão de um jogo por semana.
In Sintrasport
O mais importante, na minha opinião, da notícia acima mencionada é a limitação de apenas poderem ser utilizados cinco jogadores com idade superior a 23 anos.
Este poderá ser o primeiro passo para que os jovens oriundos da formação possam adaptar-se melhor ao futebol sénior.
Oxalá os responsáveis de todos os clubes compreendam os objectivos desta taça e colaborem para tornar mais forte o nosso futebol.
sábado, 3 de maio de 2008
Remar contra a maré
Quem viu o jogo e não conhece a classificação da série, certamente iria dizer que nós íamos em 1ºlugar.
O adversário colocou 7 jogadores atrás da linha da bola a defender e apostava forte no contra-ataque.
Na frente da defesa, plantada no meio campo defensivo do adversário, estava um menino, com capacidade acima da média, que era o foco da transição defesa/ataque.
Boa organização defensiva e transição defesa/ataque muito rápida.
Não tenho estatísticas de posse de bola mais arrisco a dizer que se elas existissem tínhamos 65%.
A equipa adversária ganhou o jogo e com essa vitória confirmou, definitivamente, o 1ºlugar. Muitos parabéns, pelas vitórias!
Acabou o jogo e tenho dois miúdos meus no balneário a chorar.
Tentei perceber o que se passava com eles e a resposta de um deles foi: “Mister, os outros passaram o jogo tudo a chamar-me nomes (não os irei aqui reproduzir)”
O outro miúdo estava a chorar porque os pais do adversário viram-se para ele e disseram-lhe: “Ó preto vai para a tua terra”!
Após saber destes acontecimentos foi falar com os colegas treinadores do adversário, ninguém sabia de nada e iram ter uma conversa com os miúdos e com os pais.
Já no parque de estacionamento quando os colegas iam a sair perguntei, afinal quem é que teve o comportamento incorrecto?
A resposta foi, não sei, ninguém se acusa.
E os meus miúdos vão a chorar para casa? Ele respondeu-me eu vou falar com eles.
Sabem o que ele lhes foi dizer: pediu desculpa pelas bocas que os meus miúdos ouviram e disse-lhes que devem ser mentalmente fortes e não ligarem ao que os outros dizem porque o futebol é assim e eles têm de se habituar.
A questão é, se já todos percebemos que o futebol está mau porque não o havemos de mudar?
Como diz o Zé Barbosa, estou de consciência tranquila, eu faço a minha parte!