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terça-feira, 11 de maio de 2010

Juntos vencemos

Oficialmente a nossa época terminou!

09-05-2010

Garantimos a concretização do nosso sonho, subimos de divisão!

Passados 8 meses e 9 dias, 106 sessões de treino, 14 jogos amigáveis, participação num torneio e 23 jogos de campeonato.

Vencemos 18 partidas e perdemos 5.

Muitos contribuíram para o sucesso que alcançamos mencionar apenas alguns seria injusto por isso obrigado a todos e parabéns por esta grande vitória.

"Don't let anyone steal your dreams"
Michael Jordan

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Estamos na luta...

Terminou a 1ºfase do campeonato e conseguimos concretizar o nosso objectivo: garantimos a qualificação para a 2ºfase.

Em 79 equipas estamos no grupo das 12 que podem aspirar a ganhar o campeonato e das 10 que podem subir de divisão.

Esta diferença deve-se ao facto das equipas D´s dos clubes grandes, que tem equipas no campeonato nacional e em todas as divisões da AFL, terem também conseguido o apuramento para esta fase.

Curiosamente ambas as equipas pertencem à mesma série na 2ºfase o que significa que a luta pela subida de divisão fica facilitada para as equipas que completam o grupo visto dos restantes quatro participantes, dois subirem directamente e o 3ºclassificado no campeonato entre os quatro ir disputar o jogo de apuramento de subida com o 3ºclassificado da outra série.

Esta situação é regulamentar, ao que parece, porque a distribuição das equipas é efectuada geograficamente.

Nós fazemos parte da série onde todos podem subir de divisão pelo que nos espera uma 2ºfase exigente, complicada e equilibrada.

“Aquilo que não me destrói fortalece-me.” Friedrich Nietzsche (1844-1900)

Acredito no nosso trabalho, na evolução dos nossos atletas e principalmente no grupo unido e forte que somos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A nobreza agonística...

Este fim-de-semana desportivo ficou marcado pela magnífica atitude agonística que o nosso adversário teve.

O adversário deste fim-de-semana tinha apenas disponíveis 7 jogadores, por diferentes motivos, para o encontro do campeonato.
Os seus responsáveis optaram por entrar em campo e honrar a competição.
Quando o mais fácil seria não entrar em campo ou após a entrada simular uma lesão obrigando a equipa de arbitragem a terminar o encontro por falta de jogadores, a decisão foi jogar, dar o máximo e terminar o jogo evitando processos burocráticos na resolução de um jogo que tinha o destino traçado e acima de tudo honrando os miúdos que acordaram cedo para fazer o que mais gostam, os clubes que estão representados e a competição.

Agôn, como diriam os gregos, significa luta/competição foi algo que o clube que defrontei soube valorizar e acreditar até ao fim.
A atitude revela carácter, personalidade, honestidade e princípios competitivos apreciáveis que devem ser seguidos por todos.

Na competição encontramos oponentes mais fortes, outros menos fortes contudo todos devem ser respeitados e valorizados.
Não se encontrarão os mais fortes senão existirem os menos fortes, assim é a competição que só é possível com todos e deve ser dirigida para todos.

Parabéns aos meus que souberam respeitar o adversário, jogando sempre de forma séria e competitiva durante todo o encontro.

Aos responsáveis e atletas do clube que defrontei a minha vénia à forma como lidaram com a situação e deram uma lição a todos do espírito agonístico que deve presidir à participação de qualquer equipa numa competição.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Alongar antes ou depois?

Hoje recebi um mail com o artigo abaixo indicado:

http://universidadedofutebol.com.br/2009/12/1,4425,VOCE+DEVERIA+ALONGAR+ANTES+DO+EXERCICIO.aspx?p=3&utm_source=EasyMailing&utm_medium=e-mail&utm_term=Nutricaonapre-temporada&utm_content=Nutricaonapre-temporada&utm_campaign=Padr%E3o

A medida que lia o artigo a minha mente confrontava a informação recebida com as experiências passadas...

Um debate interno que aqui reproduzo.

Já tinha ouvido falar das duas teorias apresentadas no artigo, aliás, já utilizei as duas e não identifiquei grande diferença aos níveis do rendimento em treino ou jogo, ao nível da prevenção de lesões apenas ao nível da aceitação dos atletas.

A mais utilizada, acredito, é o alongar após o aquecimento até aqui presumi ser esse o motivo que levava os atletas a ter uma aceitação imediata, ou seja, a solicitação não rompe com as “crenças” em vigor.

A utilização do alongamento “pré” exercício físico, como qualquer mudança, levou o seu tempo a ser aceite e entendido por todos, algo que considerei normal...

Este artigo faz questionar-me, se não existindo, como o mesmo refere, um dado cientifico concreto para a utilização de um e de outro método o que levará o treinador a decidir pela sua utilização?

No inicio desta época, foi um debate que quis ter com o departamento médico do clube onde trabalho e no qual chegamos a conclusão que deveríamos optar por alongar após o aquecimento.
A principal razão da escolha foi considerarmos que alongar os músculos quando os mesmos ainda estão frios aumenta a probabilidade de lesão, opção que pode estar correcta ou não devido à ausência de dados cientificos fazendo a decisão depender das crenças de cada um...

A importância dos alongamentos no treino tem vindo a aumentar, não só pelo trabalho de flexibilidade que os mesmos permitem mas essencialmente pela importância na prevenção de lesões dos atletas que a cada época que passa realizam maior número de jogos e com maior intensidade.

Na opinião do leitor, qual será a melhor opção? E será essa, baseada em que pressupostos?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Acabou 2009...

Último dia de 2009!

Ano muito positivo...concretizados todos os objectivos que defini como fundamentais para continuar esta construção que é a minha carreira de treinador de futebol.

Quem como eu quer ter uma carreira nesta área, sabe que ela será sempre uma construção inacabada pelo que exige do seu construtor (nós próprios) o máximo empenho, dedicação, vontade e lealdade.

Dentro das quatro linhas, o novo desafio que aceitei com agrado em Agosto, é a prova do que referi anteriormente...usaria os mesmos adjectivos para descrever as principais qualidades do meu grupo acrescentando a inteligência, capacidade de aprendizagem, que os “miúdos” demonstram!
Estamos perto de concretizar o primeiro objectivo da época, dependendo apenas de nós para o alcançarmos, a passagem à 2ºfase do campeonato.

O estágio que estou a realizar num dos clubes grandes de Lisboa está a ser muito proveitoso permitindo-me confrontar métodos de trabalho, formas de liderança, ideias de jogo e aumentar a minha capacidade crítica em relação ao treino e ao jogo, acredito eu, obrigando a tornar-me num treinador mais competente e confiante.

A estes dois desafios, nas quatro linhas, aliei um outro, a faculdade!

Iniciei a frequência da licenciatura de Gestão de Desporto, na FMH, que me permite adquirir conhecimentos multidisciplinares fundamentais na minha evolução enquanto treinador.
Estranho, pensarão os leitores? O rapaz quer ser treinador profissional e vai para Gestão em vez de ir para treino desportivo...
Acredito que os grandes treinadores no futuro serão os melhores gestores que necessariamente estarão rodeados de especialistas nas diferentes áreas do treino, medicina desportiva, fisioterapia, psicologia desportiva, nutrição, entre outras...por isso escolhi gestão, o caminho mais longo, provavelmente, mas o que acredito que levará ao objectivo pretendido.

“Torna-te naquilo que és, para fazeres aquilo que só tu podes fazer.”
Friedrich Nietzsche (1844-1900)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Entrei oficialmente hoje de férias...

Serão tão curtas como necessárias para aproveitar a quadra natalícia, descansar do ritmo intenso do dia-a-dia entre a faculdade e os treinos!

Aproveitarei esta pausa para teorizar alguma da prática que tenho vivenciado, para continuar a pesquisar sobre temáticas que pretendo ir aprofundando, para estudar para os exames que farei em Janeiro, para ver futebol internacional...

Enfim, férias!
Digamos que a palavra férias, no meu dicionário, significa: sem compromissos marcados, aproveitar o tempo para continuar a evoluir e recompensar os meus pela minha indisponibilidade habitual.

Nos próximos dias o blog terá vários posts...

Desejo a todos um Santo Natal com saúde, alegria e paz!

domingo, 29 de novembro de 2009

Balanço Novembro

Pontualmente falando: perfeito!


5 jogos, 5 vitórias...Satisfeitos com a acumulação de pontos contudo esta não pode servir para maquilhar as deficiências que ainda são visíveis em alguns momentos do jogo da equipa.


Este mês tornou a equipa mas equipa, desculpem a redundância.
Colectivamente o grupo cresceu muito, nos últimos dois jogos a equipa demonstrou algumas das qualidades que definimos como essenciais para concretizarmos o nosso objectivo a cada semana.

O capital de confiança acumulado é grande e importante mas perigoso pois a linha que separa este do excesso de confiança é ténue pelo que não podemos cair no facilitismo sendo nossa obrigação continuar a trabalhar nos limites para conseguirmos melhorar o nosso rendimento.

Acredito que ainda estamos no princípio do nosso caminho e que não atingimos um terço do potencial que deveremos alcançar pelo que só existe uma hipótese: continuar a trabalhar muito e bem!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Gestão do grupo

O paradigma da gestão tradicional e o conceito de igualdade de tratamento utilizado nesse modelo acredito ser algo ultrapassado e algo que não vai ao encontro das necessidades da gestão actual virada para o rendimento e para a concretização de objectivos.

Uma das frases que sistematicamente utilizo nos meus grupos é: “Tratarei todos de forma justa, o que não significa que tratarei todas da mesma maneira!”

O princípio da individualidade – todos somos diferentes, todos temos necessidades diferentes.
A valorização do sacrifício, do empenho e do mérito tem de ser recompensado, será que o modelo tradicional o valoriza?

Com a utilização desse modelo a valorização do desempenho não existe senão vejamos um exemplo quando um gestor distribui trabalho pelos colaboradores, usualmente, existe sempre um que termina primeiro, o prémio dele é ser-lhe atribuído mais trabalho e ter de cumprir o horário até ao fim, ao passo que os colegas apenas fazem um trabalho e saem a mesma hora, eficiência foi valorizada? Não me parece...

Sendo o anterior exemplo simples e redutor, é apenas isso uma hipótese de demonstrar a não valorização do essencial: A eficiência!

Acreditando na valorização do mérito do trabalho, tento premiar o esforço e a competência tal opção obriga a tomar decisões impopulares pois rompem com paradigmas existentes mas afinal não foi assim que o ser humano, historicamente, evoluiu?

Sem medo da diferença!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Subimos mais um degrau...

O desafio que tínhamos para o domingo passado foi superado.

Vencemos 6-1!

A excelente primeira parte que efectuamos levou-nos para o intervalo a vencer por 4-0.

Apesar da vitória gorda, como todos podemos verificar na segunda parte, sempre que a nossa qualidade e intensidade de jogo baixou o perigo rondou a nossa baliza.

Para além dos pontos e confiança ganhas é importante perceber que só é possível fazermos a diferença se jogarmos no máximo das nossas potencialidades, caso contrário somos uma equipa engraçada mas facilmente ultrapassável.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Próximo tijolo

Após a nossa folga no campeonato, realizamos a nossa 2ºjornada, terceira na competição.

Deslocámos ao terreno do líder e principal favorito ao primeiro lugar da serie e perdemos, 3-0!

Os números não traduzem, o que se passou no campo, a equipa efectuou um jogo positivo contudo o adversário foi mais eficaz e justamente venceu, apesar do exagero do resultado.

No próximo domingo iremos receber um adversário perigoso, com qualidade e que só será possível de ser ultrapassado com a nossa equipa no seu melhor.

O nosso desafio é voltar as vitórias seguindo o caminho, modelo, que estamos a construir à dois meses.

Confiem no vosso trabalho!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A função da equipa B

O objectivo da existência de 2 equipas no mesmo escalão é a continuidade do trabalho de base realizado nos anos anteriores e a preparação atempada do futuro contudo surgem contextos que são necessários analisar e tomar decisões em tempo oportuno.

Informados todos os atletas do escalão que qualquer um deles poderia jogar tanto na equipa A como na equipa B, sabendo que a equipa A tem mais responsabilidades relativas ao resultado e a equipa B tem maior margem de manobra para dar minutos aos atletas e fazer uma gestão equilibrada dos tempos de jogo de cada um, pretendemos a cada decisão que tomamos encontrar as melhores soluções para a equipa e para cada atleta.

Analisamos o adversário, equacionamos a estratégia para o jogo, trabalhamos as nuances no nosso modelo com vista a redução da imprevisibilidade do próximo jogo, decidimos quem está mais apto para desempenhar os papéis definidos e divulgamos a decisão.

Podendo reflectir sobre os cinco momentos que passamos na preparação de um jogo apenas me irei referir neste post ao momento da decisão dos mais aptos.

Este momento não pode ser equacionado isoladamente até porque tendo em conta a existência de duas equipas em competição a escolha dos elementos mais aptos para a equipa A irá certamente influenciar a decisão dos elementos disponíveis para a equipa B.

Após a escolha dos mais aptos para a equipa A, incluindo nesta escolha as opções que teremos disponíveis para poder intervir na partida da forma mais adequada, temos de ponderar a questão dos atletas que apesar de terem qualidade as suas características ou forma actual não se adequam ao próximo jogo e portanto temos duas opções: são convocados para a equipa A e só irão jogar se o jogo estiver resolvido antes do seu final ou são convocados para a equipa B e jogam alguns minutos.

Tentando colocar-me no lugar do atleta, entre não jogar ou jogar, não teria dúvidas; sendo treinador, entre um atleta poder competir alguns minutos numa equipa menos competitiva ou não competir, tenho a opinião que deve competir.

Só competindo o atleta poderá aumentar a sua capacidade para integrar a equipa A com mais frequência e garantir a sua evolução enquanto jogador de futebol.

Competir pela equipa B, não é um castigo, é uma oportunidade para evoluir!

domingo, 11 de outubro de 2009

Entrámos com o pé direito...

Iniciamos o campeonato com o pé direito...

Primeira parte equilibrada, com níveis de ansiedade e tensão elevados o que não permitiu às duas equipas colocar no terreno tudo o que sabiam.

Introduzimos as alterações que já se encontravam programadas e tivemos sucesso.
Vencemos o jogo 2-0!

A organização, a união colectiva, o espírito de sacrifício e acima de tudo a enorme vontade de vencer foram os elementos chaves para a vitória que só foi possível com muita inteligência e perseverança...

Com três pontos no bolso temos 2 semanas para preparar o próximo confronto pois calhou-nos em sorte à 2ºjornada folgarmos.

domingo, 4 de outubro de 2009

O nosso desafio...

A uma semana de começar o campeonato ainda estamos longe do pretendido mas já começamos a espalhar bom futebol nos campos por onde passamos.

Bom futebol, na minha perspectiva, porque temos princípios de jogo bem definidos, ideias claras nos diferentes momentos do jogo que os jogadores tentam cumprir, um sentido colectivo elevado e a demonstração a cada jogo/treino que o nosso modelo de jogo é coerente e que todos acreditam nele.

A criação de um modelo de jogo é algo complexa e morosa contudo apenas possível com a ajuda de todos os elementos do grupo.

Para que esta criação e consequente implementação sejam possíveis é necessário que todos, sem excepção, acreditem nos princípios que modelo defende, nas ideias do modelo e testem diferentes formas de o concretizar.

Os erros cometidos ao longo desta construção conjunta entre a equipa técnica e os atletas são chamadas de atenção para algo que é incoerente ou que não está a ser efectuado da melhor maneira pelo que obriga a uma relação forte entre atletas e técnicos na detecção, discussão e resolução destas questões.

A nós técnicos cabe a função de teorizar o que vimos ser realizado pelos atletas na prática, aos atletas é pedido que façam chegar aos técnicos todo o feedback que achem pertinente para a resolução das dificuldades que estão a sentir no treino (que deve ser a imagem do jogo)...

Apenas através de uma estreita ligação entre técnicos e atletas pode existir um modelo de jogo numa equipa e este ter bases sólidas para ser colocado em prática com sucesso a cada desafio.

A nossa criação continua a crescer, temos de continuar a fortalecer as bases para no futuro colhermos os frutos desta obra que sempre estará inacabada...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Novo ciclo...

Com o fim do projecto anterior, com saída do rosto do projecto e com a manutenção da falta de condições de trabalho foi inevitável a saída do clube onde trabalhei na época 2008-2009.

Desejo os maiores sucessos desportivos ao clube, aos seus dirigentes e aos colegas que decidiram permanecer!

Iniciei um novo ciclo com o aumento do tempo para dedicar ao futebol e com o aumento da aposta na formação pessoal.

As opções tomadas visam encurtar o caminho para a profissionalização desta área e principalmente aumentar os conhecimentos já adquiridos.

Este novo ciclo coincide com a integração num projecto ambicioso, num clube que pretende crescer sustentadamente e criar raízes no futebol de formação...

Serei o responsável pelo escalão de iniciados (sub-15) do clube, teremos 2 equipas a competir nos campeonatos distritais e temos como objectivo a evolução máxima de cada elemento do clube.

Agradecer a forma como foi recebido por todos e as boas condições de trabalho que o clube proporciona aos seus colaboradores.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ciclo Vicioso

Apesar de ainda estarmos em pré-época, no futebol português, já se tomam decisões importantes que irão marcar a época 2009-2010.

Pelo sorteio hoje da UEFA, percebemos que a probabilidade é enorme de ficarmos reduzidos aos três “Grandes” .

Depois das eliminações do SC Braga e Paços Ferreira, pelos modestos adversários Elfsborg (Suécia) e Bnei Yehuda (Israel), respectivamente sobram para pontuar os grandes e o Nacional da Madeira.

O sorteio dos Play-off de acesso às provas europeias, hoje, ditou que o Nacional irá encontrar o Zenit (equipa de Danny e Fernando Meira) vencedor da taça uefa e supertaça europeia em 2008.
O SL Benfica irá disputar a chegada à fase de grupos da prova com o Vorskla Poltava (vencedor da Taça da Ucrânia na época transacta)

Na Champions, o Porto está confirmado na fase de grupos, o Sporting calhou em sorte (ou azar) a Fiorentina (Itália).

Não será difícil adivinhar que no final dos Play-off teremos: o Porto na Liga dos Campeões e o Sporting e Benfica na Liga Europa.

Espero estar errado e podermos contar com 2 equipas na Champions e 2 na UEFA.

O cenário mais provável contudo é o primeiro, o que retrata o panorama do futebol português...Um Porto sólido, um Benfica sempre em construção e um Sporting como eterna esperança.

É assim na Europa e nas competições domésticas, o Porto parte em vantagem, a pré-época mostramo-nos um Benfica diferente para melhor e um Sporting longe de ser certeza.

Quanto aos restantes clubes, todos lutam para não descer e depois todos lutam para participar nas competições europeias da época seguinte...
“Os restantes clubes” este é o problema do futebol português...
Nós precisamos de ter mais equipas competitivas, de clubes que queiram lutar de igual para igual com os grandes, que executem um trabalho sólido e não o abandonem, que tenham um projecto nacional e europeu...

Que acreditem em si, para isso devemos fomentar a diversificação e as regras precisam de deixar de “favorecer” constantemente os grandes...

Limitar número de profissionais por equipa, limitar número de empréstimos, fomentar a aposta nos jovens da formação, entre outros coisas...

Se querermos ter sucesso fora de portas temos nos organizar e melhorar a qualidade do nosso futebol, temos todos a ganhar!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Arranca a época 2009-2010

Oficialmente arranca hoje a época 2009-2010.

Na AFL ( Associação de Futebol Lisboa ) já estão publicadas classificações oficias da época transacta e as normas e instruções para a época vindoura.

Falo apenas desta associação porque é a da minha região.

Nas classificações na época anterior verifiquei que desta feita o SL Benfica teve supremacia nas equipas A sendo que o Sporting CP conseguiu maior sucesso nas equipas B, isto se considerarmos sucesso na formação títulos, quererá isto dizer que 2009-2010 será dominada nas equipas A pelo Sporting?
Veremos...

De realçar ainda a renovação do título de infantis de 7 pelo Oeiras, que têm a tarefa “facilitada” pela escolha dos grandes (SLB e SCP) de apenas colocarem a jogarem futebol de 7 os infantis de 1ºano, optando por colocar os infantis de 2ºano a jogar fut11.

Hoje renasce a esperança de todos os adeptos, dirigentes e treinadores para uma nova época que possa trazer mais sucesso.

A todos desejo uma época cheia de sucessos...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Muita qualidade...

Hoje assisti ao jogo que determinou o campeão nacional de iniciados.

Resultado 5-0 para o novo campeão, SL Benfica liderado pelo prof. Bruno Lage, título que fugia à 20 anos ao clube.

Parabéns ao técnico e a estrutura do SLB pela conquista mas o que mais me impressionou neste jogo foi a qualidade de jogo apresentada pela equipa bracarense.

O SC Braga liderado pelo mister José Manuel apesar dos golos sofridos apresentou desde o primeiro minuto até ao último grande qualidade da circulação da bola, na dinâmica criada pelos elementos do sector intermediário, paciência na construção do processo ofensivo e sobretudo confiança no “seu” jogo.

O facto de após sofrer os golos a equipa bracarense manter o mesmo ritmo a mesma competência nas decisões é um grande indicativo do excelente trabalho realizado pela equipa técnica.

Prémio justo estarem na fase final, a lutar pelo título (antes do jogo estavam a 2pt do SLB, 1ºclassificado) pena não terem conseguido abrilhantar a festa com golos que bem mereciam.

Temos de aproveitar esta qualidade no futuro...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Defeso - Tempo de Indefinição

O mercado, futebolisticamente falando, está sempre activo contudo sabemos que o defeso é o período marcado pela especulação.

O defeso é portanto um tempo de indefinição que todos os agentes do futebol passam e no qual se tomam decisões que marcam o futuro de todos.

Neste tempo os agentes com mais trabalho são os empresários e dirigentes passando para segundo plano os agentes que fazem o espectáculo os treinadores e principalmente os jogadores.
Esta é a conclusão que chegamos com as informações diárias da comunicação social contudo não será apenas no futebol profissional que tal acontece.
Em menor escala este fenómeno acontece em todos os futebóis desde o jovem ao amador sénior.

Podemos ver em diferentes vertentes o mercado a mexer...os clubes com menos recursos abrem as portas aos agentes desportivos para se manterem vivos, os clubes com mais recursos "pescam" ao longo deste tempo os agentes mais competentes para colaborar com eles.

Seria um post muito longo se entrássemos pelos critérios de competência escolhidos pelos clubes não sendo esse o objectivo.

O mercado está a fervilhar e as decisões devem ser tomadas, sabemos que por tradição cultural normalmente deixamos tudo para a última mas temos provas que quem trabalha por antecipação normalmente colhe os frutos num futuro próximo.

Para insatisfação do mercado, normalmente, o sucesso requer persistência e continuidade...

Aguardemos pelo que o mercado nos reserva!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Balanço da época 2008-2009

A época 2008-2009 começou a cerca de 1 ano atrás quando recebi o convite para o projecto em que actualmente estou integrado.

Foi me proposto que integra-se a estrutura como treinador dos Iniciados A.

A aventura começou conhecendo os jogadores que faziam parte do plantel, foi rápido, eram apenas 2 com muita qualidade mas só 2...
Está definido o primeiro passo encontrar jogadores para construir o plantel.

O objectivo do projecto é a formação de atletas com vista a puderem integrar a equipa sénior do clube.
Algo que marcou a época desportiva...porque em todas as decisões, fáceis ou difíceis, que tiveram de ser tomadas ao longo da mesma o objectivo do projecto foi o critério orientador da decisão.

Ao longo da época, vi partir vários jogadores para a equipa mais velha, os Juvenis, e com grande orgulho os vi adaptarem-se facilmente e jogarem com os mais velhos conseguindo mostrar o seu valor e melhorando a nível individual e colectivo.

A nível pontual no campeonato alcançamos a manutenção e optámos por na 2ºfase do campeonato equilibrar os minutos de competição dos atletas e tentar ter o maior nº de atletas capacitados para integrar a equipa de Juvenis na próxima época.

Fomos ao longo desta fase tendo testes com equipas mais velhas para aferir do caminho correcto que estávamos a trilhar.

A cereja no topo do bolo que foi esta época foi a chamada de uma atleta nosso às selecções distritais de Lisboa, vim a saber, coisa que não acontecia à mais de 10 anos no clube...

Evolui muito enquanto treinador visto a estrutura técnica do clube ser muito competente e estar sempre disponível para trocar ideias e trabalhar em equipa permitindo a todos evoluir!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A experiência na Holanda

Depois de tudo o que contei da viagem pelas experiências que vivi, pela forma como a viagem foi organizada e pela forma como todas as situações que foram aparecendo no decorrer da viagem foram ultrapassadas foi uma experiência única.

Tenho que dar os parabéns à organização da viagem, simplesmente fantástica, em especial ao colega e organizador, Bert-Jan!

Esta viagem foi especialmente organizada para os técnicos das selecções jovens da Escócia contudo nós tivemos a possibilidade de ir visto os organizadores fazerem parte da SCI ( SoccerCoachingInternational ) e terem disponibilizado através do seu representante em Portugal, Hugo Vicente, vagas para os treinadores portugueses que tivessem interessados.

Na Holanda deparámo-nos com uma realidade muito diferente da existente em Portugal ao nível organizacional, das infrastruturas e principalmente ao nível da mentalidade.

No final de cada dia sentia que era um treinador mais competente.

A informação que nos foi disponibilizada e a forma como todos os intervenientes ( organizador, colegas de viagem, prelectores, entre outros ) partilharam ideias e experiências foi muito enriquecedor e gratificante.

Nesta viagem misturaram-se três diferentes culturas ( holandesa, britânica e portuguesa ) o que proporcionou a todos uma enorme aprendizagem e mais uns kilos na bagagem do conhecimento que todos tentamos armazenar para o nosso futuro.

Experiência a repetir...